A menstruação na Europa feudal

A menstruação na Europa feudal

No fim da idade média, na Europa feudal, a igreja católica continuava a interferir na vida dos casais, mas o seu papel se tornava mais superficial e amigo diante do poder dos senhores feudais e do distanciamento das populações campesinas. No limiar da renascença no século 15, os narradores revelam maior ceticismo em relação à virgindade das moças. Entretanto, as donzelas da burguesia dificilmente tinham relações sexuais antes do casamento sem as consequências inevitáveis, e nem tão pouco cogitava-se falar dos sintomas da tpm. É verdade que, naquela época, o coitos interruptos já era conhecido e praticado pelos mais espertos. As aventuras passageiras ou repetidas eram inevitáveis, tanto dentro de casa, entre os parentes e os serviçais, quanto fora dela.

Sintomas da TPM na Europa feudal

A presença das prostitutas em todas as cidades era assegurada pela demanda de um número enorme de celibatários que não podiam ou não desejavam assumir as responsabilidades, e os riscos do casamento. Em Veneza no século 16, em torno de 1530, estima-se que havia 11.000 prostitutas na cidade, uma fartura que refletia a enorme demanda. As saídas cotidianas ofereciam oportunidade para encontros, conversas desonestas e propostas de encontros furtivos.

Fragilidade moral

A fragilidade moral da época e os riscos decorrentes desses encontros tornaram-se um grande preocupação para igreja. Os sermões não pareciam ser ouvidos ou assimilados; então, a igreja julgou necessário intervir. No século 14, os Frades dominicanos e franciscanos tentaram recuperar a credibilidade, corpo-a-corpo, visitando as famílias em suas casas e tornando-se conselheiros, confidentes daqueles que não se dispunham ao vivos na igreja. A aproximação dos frades tornou a prática da confissão mas frequente e aumentou o controle da igreja sobre a vida íntima das pessoas.

Os educadores e confessores passaram a impor a seus pupilos e penitentes um treinamento para resistir às tentações que lhe chegavam pelos sentidos, os financiadores da concupiscência. O olhar; Em toda parte onde encontrar e ocasião para o pecado, baixa os olhos. O Programa de Treinamento inclui a obviamente a sexualidade (dos casados, já que a dos não casados em princípio não podia existir). Não se podia casar nos períodos proibidos pela igreja (pecado mortal se houver consumação) nem fora dos lugares convenientes, nem nos períodos canônicos – Quaresma ou momentos de penitência.

Europa Feudal

Proibições impostas

Era proibido praticar a sodomia (pecado mortal, gravíssimo) e havia posturas consideradas inconvenientes (pecado mortal). O programa da Igreja exigia o engajamento de centenas de Frades espalhados pelas cidades, além das lideranças políticas e administrativas interessadas em trazer a ordem e a obediência civil de obter sem a ameaça da danação.

Mas não era só a igreja e as autoridades que se preocupavam com o corpo e os sentidos – os moralistas convocavam a montar guarda diante dessas janelas que são os olhos, a boca, as orelhas, as narinas, pois “por aí penetravam o gosto pelo mundo, o pecado e a podridão” Entre os fracos e os germanos, o essencial do casamento era sua consumação e a coabitação. Era importante para mulher adoração suplementar que, na manhã seguinte as bodas, o marido fazia a esposa, chamada de monge gabi, ou presente matinal, e que representavam agradecimento por tê-la encontrado virgem.

Sintomas da tpm na Europa

Obviamente, a virgindade era conhecida ou confirmada como ainda é hoje, pela ocorrência de sangramento durante o coito nupcial. Totalmente ignorante em anatomia humana, sobretudo em relação a existência do hímen, os maridos baseavam seu julgamento na mancha de sangue que a luz do sol revelava na manhã seguinte. Apesar de somente a partir do século 10 a virgindade assumir uma condição para uma jovem aspirar a um primeiro casamento, a doação dos maridos atesta a pureza do sangue das esposas.

“A pureza da mulher é fundamental tanto por motivos religiosos quanto sociais. Incute-se assim, no inconsciente coletivo ou no Imaginário social, a íntima convicção de que a pureza é Idêntica a limpeza e que se deve fazer de tudo para evitar que as mulheres se maculem.” Encontramos aí a velha crença romana pagã do estupro, mácula indelével que torna o casamento impossível.